quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Família interrompe velório por achar que morto estava vivo



O velório de um homem de 44 anos, no Paraná, teve que ser interrompido depois da família acreditar que ele ainda poderia estar vivo. Neimar Bonetti, morador de São José das Palmeiras, era velado na manhã desta quarta-feira, 9, em Santa Helena, quando parentes afirmaram que o corpo ainda estava quente. A morte de Neimar ocorreu na noite de terça-feira, 8, em um hospital. No velório, eles chamaram um médico que constatou a existência de batimentos cardíacos.
No entanto, após a remoção para uma emergência, a morte de Neimar foi confirmada novamente. O velório começou e o corpo deve ser sepultado às 17 horas desta quarta. Um vídeo, onde um oxímetro – aparelho usado para medir a frequência cardíaca – mostra a presença dos batimentos, foi feito e publicado por internautas. Neimar morava em um assentamento de sem-terra, e ao que tudo indica, morreu por infarto.
Ouvido, o médico responsável pelo atendimento, Fernando Santim, explicou que foram feitos outros exames no hospital para confirmar a morte de Neimar. Outros dois médicos também examinaram o corpo, que passou por um eletrocardiograma. “Normalmente, o coração depois do óbito ainda emite uma atividade elétrica por algum período”, comentou, o médico.
Santim afirma que entende a família, mas comentou que era necessário tranquilizar as pessoas que estavam no velório. “Se estivesse vivo, nós tomaríamos as providências, mas realmente ele estava em óbito.” A proprietária da funerária, responsavel pelo preparo do corpo, Terezinha Maria, citou a comoção quando o médico constatou os batimentos cardíacos.
Para ela, se ele realmente estivesse vivo, seria um milagre. Com a preparação do corpo, é feito um tanato: quando são retirados sangue e fluidos corporais que permanecem. “Não existe fazer tanato com a pessoa e ela continuar viva, só por milagre”, afirma, Terezinha, que passou por isso pela primeira vez em 43 anos de funerária.

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