quinta-feira, 6 de julho de 2017

Radares fixos do Rio Grande do Sul deixam de multar motoristas após término de contrato



Os radares fixos, que garantem o monitoramento de velocidade de automóveis nas rodovias do Rio Grande do Sul, estão inoperantes desde o mês de junho, sem emitir multas aos motoristas. Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a situação é reflexo da impossibilidade de renovação de contrato, por licitação, com a empresa que realizava o serviço nas estradas.

De acordo com o DNIT, a normalização dos pardais depende da realização de um novo pregão que compreenda o Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV) e empresas interessadas em fazer o serviço.

Mesmo sem operação, os radares não serão removidos dos locais. Em nota, o departamento informou que a simples presença dos equipamentos eletrônicos inibe os motoristas mais apressados.

Assim, segundo o DNIT, o principal objetivo da fiscalização não é o de multar, mas o de educar os motoristas, a fim de manter a via segura.

"Na realidade as pessoas aliviam ali, mas logo em seguida estão acelerando. Em certas situações eu acho até bom, tem lugares que necessitam", comentou o caminhoneiro Geidiel Pereira.

Além dos pardais, as rodovias federais do estado terão menos radares móveis, devido ao corte orçamentário, de mais de 40%, imposto à Polícia Rodoviária Federal, pelo Governo, em março deste ano.

"Esse contingenciamento nos pegou de surpresa. O uso do radar fotográfico gera uma despesa decorrente de correio, de envio da ocorrência. E essa despesa de correio a polícia não vai poder fazer. O radar deixará de operar, pelo menos, em boa parcela", afirmou Rodrigo Rodrigues, chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal.

Atualmente, 355 controladores de velocidades, entre barreira eletônica e radar fixo, estão em funcionamento nas estradas gaúchas.

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