terça-feira, 25 de julho de 2017

Jovem mata a própria irmã a marteladas e diz que ela era 'impura' e deveria ser 'eliminada'



O irmão da produtora de elenco Maria Luana Diogo de Oliveira, de 34 anos, encontrada morta dentro de casa em Laranjeiras, na Zona Sul, está preso pelo crime desde o fim da noite desta segunda-feira. Em depoimento, ele afirmou que a irmã foi "eliminada" porque era "impura".
Pedro Luiz de Oliveira Diogo, 24 anos, foi preso em flagrante em uma casa da família que está vazia no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, com ferimentos de unha no corpo e com o celular de Luana. A delegada Marcela Ortiz, da Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital), disse não haver dúvidas de que ele matou a irmã. "Todos os indícios são suficientes de sua autoria no crime", afirmou. 
Pedro Diogo morava com a irmã na casa de Laranjeiras e sumiu do local, além de tentar simular de todas as formas que não tinha cometido o crime. "Uma prima disse que até pouco tempo ele tinha foto no perfil dele no Facebook. Verificamos e ele apagou a foto. Depois descobrimos uma conversa que ele teve com outro perfil, que na verdade era um perfil fake dele mesmo. A conversa ocorreu antes mesmo dos bombeiros serem chamados", disse Ortiz.  
A delegada afirmou que ele foi a última pessoa a estar com a produtora na casa, onde foram encontrados dois bilhetes: um com números para ligar em casos de urgência e um dele avisando que "ia atrás de quem fez aquilo". 
Maria Luana foi encontrada morta dentro da casa em que morava na Rua Cardoso Junior, após os bombeiros receberem um chamado de socorro de que uma pessoa estava passando mal.
Produtora era 'impura', diz irmão
O preso não confessou que matou a Luana Diogo e disse que os arranhões no corpo foram feitos por ela na tentativa de socorrê-la. Entretanto, em um depoimento confuso, ele disse que a irmã era "impura" e que, dentro de sua lógica, foi "eliminada".
"Ele disse que existe diferença entre eliminar e matar. Que pessoas inocentes, puras, morrem, já as impuras são eliminadas. Segundo ele, a irmã foi eliminada porque não seguia as regras de espiritualidade e comia muita besteira", detalhou Marcela Ortiz, contado que estes seriam os mandamentos de um grupo que ele disse seguir, uma "seita que vai dominar o mundo."
Familiares disseram para a polícia que o jovem nunca teve histórico de problemas psicológicos, mas que mudou muito depois que a mãe deixou a cidade. Segundo os parentes, ele passou a ficar mais deprimido, introspectivo. 
De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Luana Diogo tinha pelo menos 12 ferimentos causados por objeto perfuro-cortante, principalmente na cabeça e costas, além de queimaduras de segundo grau em partes do corpo, indicando que ela foi torturada. Um martelo foi achado no local do crime e a polícia apura se ele foi usado. 
O irmão da produtora foi levado para uma audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Rio. A DH-Capital pediu para que a prisão em flagrante de Pedro seja convertida em prisão preventiva. 

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