quinta-feira, 22 de junho de 2017

Construção com mão de obra prisional cria 30 vagas em Albergue de Santiago



Albergue Estadual de Santiago inaugurou dois alojamentos, construídos com mão de obra prisional. Agora, o local passa a contar com 30 novas vagas. O albergue funciona em anexo ao Presídio da cidade, e já estava superlotado.
A inauguração aconteceu na tarde desta quarta-feira (21). Até esta sexta-feira (23), os alojamentos devem começar a ser usados.
Foram construídos dois alojamentos com cinco triliches cada. Com isso, o anexo passa a ter capacidade para 78 apenados. Até então, o Albergue estava superlotado, com 52 presos em um espaço com capacidade para 48.
Um dos alojamentos será usado para os apenados do regime semiaberto e, o outro, para as mulheres na mesma situação. Conforme o diretor do Presídio, Marcelo Soares Machado, as detentas que cumpriam pena no semiaberto ainda não tinham um espaço exclusivo, e, por isso, dividiam cela com as do regime fechado.
De acordo com Marcelo, cinco detentos trabalharam diretamente na construção. Ao todo, foram R$ 21,7 mil usados na construção dos triliches, na parte elétrica, de construção civil, de azulejos e no encanamento. Conforme o delegado regional da Susepe em Santa Maria, Anderson Prochnow, a obra foi concluída em cerca de 25 dias, o que foi considerado rápido.
A obra foi projetada pela arquiteta Mariana Silva de Freitas, que trabalha na 2ª Delegacia Penitenciária Regional. Os alojamentos foram feitos dentro do prédio do anexo.
Como a mão de obra era prisional, não onerou o poder público. Porém, aos detentos, houve um retorno: a cada três dias de trabalho, eles tinham um dia de remissão de pena. 

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