quinta-feira, 22 de junho de 2017

Andrea Neves, irmã de Aécio, deixa prisão em Belo Horizonte

Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves

A jornalista Andrea Neves, irmã do senador tucano Aécio Neves (MG), deixou nesta madrugada a prisão em Belo Horizonte. A soltura acontece após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) converter a prisão preventiva em domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
A Primeira Truma também converteu em prisão domiciliar a prisão preventiva do ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima e ao primo do tucano, Frederico Pacheco de Medeiros.
Presos na Operação Patmos, deflagrada em 18 de maio a partir das delações premiadas da JBS, Andrea Neves e Frederico Pacheco de Medeiros foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República ao STF, ao lado de Aécio, por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Na semana passada, a mesma Primeira Turma do STF decidiu, por 3 votos a 2, manter Andrea na prisão.
Como medidas cautelares impostas pelo colegiado, Andrea e Pacheco de Medeiros deverão, assim como Mendherson, entregar seus passaportes.
A jornalista é acusada de ter procurado o empresário Joesley Batista e pedido a ele 40 milhões de reais. A justificativa dada por Andrea Neves, segundo o delator, era de que o dinheiro era o valor a ser pago na compra do apartamento da mãe, no Rio de Janeiro. A transação para o futuro repasse envolveu Aécio, que, conforme depoimentos da delação do dono da JBS, teria afirmado que, no caso de emplacar Aldemir Bendine na presidência da companhia Vale, o próprio Bendine “resolveria o problema dos 40 milhões pedidos por Andrea Neves”.
As investigações também apontam que foi a irmã de Aécio Neves quem intermediou o encontro entre o senador afastado e Joesley Batista, em um hotel em São Paulo, no qual o empresário gravou o tucano pedindo 2 milhões de reais. Na conversa gravada, Aécio e Joesley combinam que o valor seria entregue por um intermediário da JBS a Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred.

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