segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vacinação contra gripe é aberta a toda a população no Rio Grande do Sul, anuncia secretário

Dados da vacinação contra gripe são apresentados pelo secretário estadual em Porto Alegre (Foto: Divulgação/Secretaria Estadual de Saúde)

A Secretaria Estadual da Saúde anunciou na manhã desta segunda-feira (29) que a vacinação contra a gripe em postos está aberta a toda a população no Rio Grande do Sul. A campanha nacional, que começou em abril, imunizava o público-alvo. As doses continuam sendo aplicadas até 9 de junho.
Conforme o secretário João Gabbardo dos Reis, 78,63% dos integrantes do grupo de risco foram vacinados no estado até o momento, o que corresponde a 2,750 milhões de pessoas. A meta é chegar a, pelo menos, 90%.
"Nossa orientação é que a partir da tarde as pessoas em geral já possam procurar as unidades de saúde para vacinação. Continuamos priorizando os grupos que integram o público alvo, mas pela primeira vez abriremos a todos que queiram se vacinar", diz Gabbardo.
Durante a coletiva de imprensa para atualizar a cobertura da vacinação no estado, foram apresentados dados também por cidades. Em Porto Alegre, 443 mil pessoas já foram imunizadas, alcançando 78,13% do público-alvo.
Entre as cidades de médio e grande porte, Santa Rosa, no Noroeste, é o município com o maior índice de vacinação: 89,55%. Já Pelotas, no Sul, mostra índice baixo, de apenas 59,86%.
Conforme o secretário, serão disponibilizadas 1 milhão de vacinas para a população em geral.
"Há a necessidade de ampliar a vacinação das crianças, por isso peço aos pais que levem seus filhos para vacinar", reforça Gabbardo.
De acordo com o último boletim da Secretaria Estadual da Saúde, sete pessoas morreram em razão da gripe neste ano no estado.
As vítimas residiam em Harmonia, Canoas, Porto Alegre (duas), Dom Pedrito, Nova Santa Rita e Venâncio Aires.
Entre as pessoas que morreram, a maioria tinha mais de 60 anos e apresentava comorbidades (mais de uma doença), além de não terem se vacinado nos últimos 12 meses. Três não usaram o medicamento oseltamivir, conhecido como tamiflu. Entre os que usaram medicação, a secretaria informa que apenas um o fez corretamente, em menos de 48 horas do início dos sintomas.

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