quinta-feira, 25 de maio de 2017

Operação Carne Fraca fez 60% dos brasileiros diminuírem o consumo de carne

 | Antônio More /
Gazeta do Povo

Mercados já foram reabertos, imprecisões esclarecidas, mas os reflexos da Operação Carne Fraca, deflagrada em março pela Polícia Federal, continuam sendo sentidos. Um levantamento feito pela consultoria britânica Dunnhumby mostra que 59% dos brasileiros entrevistados diminuíram a compra/consumo de carne bovina. Ou seja: além da resistência no mercado internacional, a crise econômica e mais recentemente as delações da JBS, o mercado de proteína animal precisa enfrentar ainda a desconfiança do consumidor brasileiro.
As estatísticas mostram que 10% deixaram completamente de comprar/consumir carnes e derivados. Outros 39% disseram estar mais atentos ao rótulo dos produtos. Além disso, 27% afirmaram que vão procurar pelo selo de qualidade do produto.
De acordo com o estudo, 97% das pessoas ouvidas tinham ouvido falar da operação. Ao todo, 64% disseram ter suas decisões de compra e consumo de carnes e derivados influenciadas pelas notícias que viram sobre o tema. Neste grupo especificamente, 57% mudaram os hábitos e diminuíram a compra e/ou consumo carnes e derivados (in natura, congelados, embutidos e frios).
O levantamento entrevistou 530 brasileiros e mostrou o impacto da Operação Carne Fraca nos hábitos de consumo e na imagem das empresas envolvidas no escândalo.

Marcas mais afetadas

A pesquisa perguntou que marcas eram escolhidas antes da operação e quais passaram a ser a opção depois. Antes da investigação os consumidores consumiam mais as seguintes marcas: Sadia (80%), Seara (70%), Perdigão (65%), Aurora (63%) e Friboi (52%). Com o desenrolar da operação, a intenção de compra para estas mesmas marcas mudou: Sadia (20%), Seara (11%), Perdigão (19%), Aurora (44%) e Friboi (1%).

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