sábado, 20 de maio de 2017

Grupo que controla a JBS não aceita pagar R$ 11 bilhões para fechar acordo de leniência com o Ministério Público Federal



O grupo J&F não aceitou pagar R$ 11,169 bilhões no prazo de dez anos e não fechou acordo de leniência com o MPF (Ministério Público Federal). A empresa que controla a JBS tinha até as 23h59min de sexta-feira (19) para responder à proposta do MPF.
Os representantes da J&F, que inicialmente propuseram pagar R$ 1 bilhão, subiram a proposta para R$ 1,4 bilhão, valor que não foi aceito. Os procuradores afirmaram que o valor de R$ 11,169 bilhões é equivalente a 5,8% do faturamento do grupo J&F em 2016. A lei anticorrupção estabelece que a multa em acordos de leniência deve ter como parâmetro percentual que varia entre 0,1% e 20% do faturamento.
O pedido do MPF supera os valores dos acordos de leniência fechados pela Odebrechet e Braskem, que se comprometeram a pagar R$ 3,82 bilhões e R$ 3,1 bilhões, respectivamente. Nos acordos de leniência, as empresas e as pessoas envolvidas assumem a participação em um determinado crime e se comprometem a colaborar com as investigações, além de pagar multas, em troca da redução das punições.
O acordo vale para a empresa como pessoa jurídica e não contempla os executivos investigados, que devem fazer acordo de colaboração premiada. Segundo o MPF, os dois acordos começaram a ser costurados em fevereiro e ocorreram de forma paralela.
O acordo de colaboração premiada já foi assinado e homologado, pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal). Nele, sete executivos da JBS e da J&F se comprometeram a pagar multa de R$ 225 milhões e a colaborar com as investigações.

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