quinta-feira, 6 de abril de 2017

Família de Caio Júnior pede indenização milionária a Chapeconese

Família de Caio Júnior pede indenização milionária | Foto: Marcello Dias / Futura press / CP Memória

A família do técnico Caio Júnior, morto em acidente aéreo com o time da Chapecoense, em 28 de novembro do ano passado, na Colômbia, vai entrar na Justiça contra o clube catarinense. A indenização pedida será de R$ 30 milhões, em ação protocolada na Justiça do Trabalho de Chapecó, em Santa Catarina.
Caio Júnior estava com 51 anos, e havia sido contratado como treinador da Chapecoense em junho de 2016. Ele recebia um salário de R$ 120 mil mensais, somando o seu contrato CLT e direitos de imagem.
Por isso, os valores pedidos pela família são aproximados e baseados no seu salário e os anos em que ainda poderia estar trabalhando. Assim, o cálculo seria o de mais 20 anos, chegando aos R$ 28,8 milhões, acrescidos em R$ 1,2 milhão por conta dos danos morais.
Até agora, os familiares eceberam apenas o valor do seguro feito pela CBF. Ele é entregue para todos os atletas e membros de comissão técnica que são confederados. O valor é de 12 vezes o salário do atleta, considerando um ano de pagamento.
Um dos motivos de a família de Caio Júnior ingressar com o pedido de indenização é a dificuldade em receber valores considerados como responsabilidade direta, que é quando o empregado sofre qualquer tipo de acidente a serviço do empregador. O clube vinha negociando o pagamento através do seguro, mas as famílias reprovaram o acordo. 
Viúvas dos jogadores Gil, Bruno Rangel, Canela, Ananias e Gimenez já entraram na Justiça contra o clube. Diversos familiares criticaram em redes sociais o clima de festa dado à partida contra o Atlético Nacional, terça. A Chapecoense não merece todo este clamor popular.

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