quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ex-diretor-geral do Daer é investigado pela Polícia Federal por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro



A Polícia Federal realizou operação de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro em Porto Alegre na manhã desta quarta-feira (19). Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma residência e um escritório de advocacia.
Embora não divulgue nome dos suspeitos, as investigações recaem sobre o arquiteto José Francisco Fogaça Thormann. De 2004 e 2011 ele foi assistente da Diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Entre 2011 e 2012 ele comandou o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). 
Segundo o delegado Alexandre Isbarrola, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor) da Polícia Federal, as investigações iniciaram em 2014 a partir de apontamentos da Receita Federal. A polícia apura o recebimento de valores por parte do investigado entre os anos de 2008 e 2013. Os recursos foram pagos por três empresas que prestaram serviço aos dois departamentos. Os valores eram recebidos pelo ex-servidor através de uma empresa de fachada.
"A investigação constatou a utilização de uma empresa de fachada, com sócios laranjas, que era administrada pelo investigado. A empresa recebeu dinheiro de empresas que prestaram algum tipo de serviço para o Daer e para o Dnit quando essa pessoa exerceu funções lá", informa o delegado.
Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro de dois imóveis em Porto Alegre e um em Brasília, e de ativos que o que o ex-servidor detém em um empreendimento de lazer localizado no município de Gramado. O valor total do patrimônio sequestrado é estimado em R$ 3 milhões.
Sete pessoas são investigadas. Elas serão indiciadas por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e falsidade ideológica. O inquérito deve ser concluído em até 30 dias.
Em 2012, quando deixou o governo de Tarso Genro, o então secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, disse que tinha "confiança zero" em José Francisco Fogaça Thormann, então diretor-geral do Daer. 

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