domingo, 26 de março de 2017

Família descobre troca de corpos durante velório em Caxias do Sul


             Corpo foi encontrado na Lagoa do Parque Oásis, em Caxias do Sul

Como se não bastasse a morte trágica e precoce de um jovem, familiares de Laudenir de Oliveira Gomes, 25 anos, que morreu afogado neste final de semana na lagoa do Parque Oásis, em Caxias do Sul, velaram por boa parte da madrugada deste domingo o corpo de outra pessoa. A troca, segundo a irmã de Gomes, Joselaine Borges Padilha da Rosa, 31, foi feita pelo Departamento Médico Legal (DML) de Caxias e percebida somente após a família insistir para que o caixão fosse aberto, já na cidade de Jaquirana, de onde o jovem era natural e seria sepultado.
— Nós estranhamos a orientação do DML, que nos disse que não poderíamos abrir o caixão, porque o corpo estava em estado avançado de decomposição. Quando o caixão chegou em Jaquirana, pedimos para abrir e vimos que não era o Laudenir. Estamos sem chão, desesperados. Só queremos nos despedir dele e o corpo nem aqui está — lamenta Joselaine.
O cadáver encaminhado para Jaquirana é o de Valdir Dalegrave, 62, encontrado morto dentro de sua residência no final da tarde de sábado. O idoso seria sepultado na manhã deste domingo, porém, a funerária responsável, que não sabia da troca de corpos, disse que recebeu a justificativa de o corpo não seria liberado neste momento, pois houve um equívoco na assinatura de um médico. 
A família de Dalegrave não havia percebido a troca, pois o corpo dele estava em estado de decomposição avançado e não houve velório. A princípio, o idoso teria morrido de mal súbito ainda na semana passada. Ele morava sozinho e a morte só foi percebida após vizinhos sentirem mau cheiro vindo da moradia.
Agora, os familiares do jovem que morreu afogado, espera a chegada do corpo certo para poder se despedir. A Polícia Civil de Jaquirana está auxiliando os familiares e deve investigar o que de fato aconteceu para que os caixões fossem trocados. 
— Estamos tristes, desolados. Perdemos o nosso irmão e ainda precisamos passar por isso. O sentimento é de angústia e revolta. É uma dor inexplicável — desabafa Joselaine.

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