segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Polícia vai investigar suspeita de omissão de médica em Santiago



Uma médica do Pronto-Socorro de Santiago será investigada pela Polícia Civil por suposta omissão de socorro. O caso teve início quando um menino de cinco anos caiu da bicicleta em que andava no final da tarde da última sexta-feira. A mãe da criança, uma comerciária de 35 anos, levou-o ao Pronto-Socorro Municipal. Era por volta das 19h. O menino foi atendido pela médica plantonista, que pediu um Raio X. O exame não mostrou nenhuma lesão mais grave e o garoto foi medicado e liberado. 

Em casa, o menino piorou, passando a ter febre e vômito. Cerca de nove horas após o primeiro atendimento, na madrugada de sábado, a mãe voltou com o filho ao PS. Desta vez, diz que não foi atendida pela médica, que, segundo a comerciária estaria dormindo. Mãe e filho teriam ficado à espera de atendimento até a troca de plantão, às 7h. 

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O médico que assumiu o turno pediu um ultrassom e descobriu que o menino estava com hemorragia interna causada pelo rompimento do baço. Ele foi encaminhado imediatamente à cirurgia no Hospital de Caridade, onde, até a tarde de ontem, se recuperava. A mãe acionou a Brigada Militar, que fez o registro de ocorrência e encaminhou o caso à Polícia Civil. 

A secretária de Saúde de Santiago, Gisele Kolinski Ribeiro, disse que o Pronto Socorro é administrado pelo Hospital de Caridade e que, a partir de hoje, a prefeitura, que terceiriza e fiscaliza a prestação do serviço, vai pedir a cópia da ocorrência policial. 

A direção do hospital disse que não se manifestaria sobre o assunto até que o diretor, Ruderson Mesquita, retorne das férias, na semana que vem. 

O médico responsável pela escala dos plantonistas do Pronto Socorro, Jorge Tusi, disse que será definido, no decorrer da semana, se a médica continuará prestando serviço no local.

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