sábado, 4 de fevereiro de 2017

Bruno Laurindo Borges, 24 anos, foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato da santiaguense Shelli Vidoto

"Estou decepcionado.Esperava pena máxima", desabafa pai de Shelli Germano Rorato/Agencia RBSMaria Rosângela e Paulo Vidoto, Maria Rosângela e Paulo Vidoto, pais de Shelli, participaram de caminhada em homenagem a filha logo após o crime

Aos 24 anos, Bruno Laurindo Borges já havia sido condenado por furto e roubo, o que elevou a sua pena em três anos, passando de 22 para 25 anos o tempo pela morte de Shelli Uilla da Rosa Vidoto, 27 anos. A sentença foi proferida nesta sexta-feira pelo juiz Leandro Augusto Sassi, titular da 4ª Vara Criminal de Santa Maria, onde tramitou o processo. Como já é reincidente, terá de cumprir 3/5 da pena em regime fechado, ou seja, 15 anos. Depois, poderá progredir de regime, passando para o semiaberto. Porém, ele ainda responde por uma tentativa de homicídio, pelo qual pode pegar até mais 10 anos de prisão.
Shelli foi morta com duas facadas por volta das 21h05min enquanto caminhava pela Rua Bento Gonçalves, no Bairro Nossa Senhora das Dores. A investigação da 1ª Delegacia de Polícia Civil indicou que a jovem foi esfaqueada antes de ter a bolsa roubada. Uma adolescente de 16 anos que estava com Bruno foi responsabilizada pelo Juizado da Infância e da Juventude de Santa Maria ainda no ano passado. Ela ficará internada no Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino (Casefe), em Porto Alegre, por até três anos.
O pai de Shelli Vidoto, Paulo Vidoto, manifestou estar decepcionado com a pena imposta ao réu, já que esperava que Bruno fosse condenado a 30 anos de prisão pelo latrocínio e a mais quatro anos pela corrupção de menores.
– Só isso? Não esperava menos que a pena máxima. Ele matou a minha filha, que tinha trabalhado o dia inteiro, que estava voltando para casa. A nossa vida acabou. A pena que ele impôs a nós foi perpétua. Eu sei da filha que eu tinha, da educação que dei para ela, aí vem um marginal desse e mata ela para levar uma bolsa. O nosso país tinha que ter pena de morte ou prisão perpétua, por isso, está do jeito que está – desabafa o pai de Shelli.
O advogado contratado pela família da vítima, Daniel Tonetto, que atuou como assistente de acusação, "comemora" a condenação, mas também lamenta o fato da punição não ser maior.
– Ao menos a família, que convive diariamente com a dor da perda, não vai precisar conviver com a dor da injustiça. Se bem que, se estivéssemos em um país mais sério, um criminoso como esse seria, no mínimo, condenado a prisão perpétua – reforça Tonetto.
Defesa vai recorrer
Já o advogado que defende Bruno, Wedner Lima, diz que a defesa ficou surpresa com a condenação, além de achá-la pesada, pelos 25 anos. Ele adianta que vai tentar a liberdade do seu cliente e recorrerá da decisão.
– Ainda não tive acesso ao inteiro teor da sentença. Não tenho como entrar no mérito agora. Estamos surpresos. Entendemos que haveria a possibilidade da absolvição, principalmente pela palavra dos policiais militares que afirmaram que abordaram o Bruno em casa próximo do horário do crime. É uma prova cabal. Vamos conversar com o Bruno, com os familiares, e provavelmente vamos entrar já segundo com Habeas Corpus para pedir que ele responda em liberdade, tendo em vista o período que ele está preso preventivamente. Vamos analisar também as teses que vamos apresentar para recorrer da decisão no Tribunal de Justiça – explica.

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