terça-feira, 27 de setembro de 2016

MEC publica portaria anunciando curso de Medicina em Ijuí


Uma portaria do Ministério da Educação (MEC) publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 27 de setembro, divulgou a mantenedora selecionada para receber o novo curso de Medicina em Ijuí. A mantenedora que consta na portaria do MEC é União dos Cursos Superiores (Faculdade Estácio de Ijuí). 

De acordo com informação, a Faculdade Estácio de Ijuí, que ainda não tem unidade em Ijuí, deve oferecer 50 vagas no primeiro vestibular, que ainda não tem data marcada. A Unijuí ainda tenta reverter a escolha do MEC pela Faculdade Estácio na Justiça, alegando que os critérios de escolha da mantenedora do curso de Medicina mudaram quando o processo já estava em andamento. O Mec teria levado em conta a capacidade financeira das Instituições. 

No Rio Grande do Sul, outros três municípios estão aptos a ter graduação: Erechim (URI), Novo Hamburgo (Feevale) e São Leopoldo (Unisinos). Os municípios contemplados têm população superior a 70 mil habitantes e ainda não contam com formação em Medicina — pré-requisitos estabelecidos pelo MEC para autorizar a abertura.

Em São Borja,animais bovinos são abatidos no interior de uma fazenda no Rincão de São Marcos


O proprietário de uma fazenda na localidade de Rincão de São Marcos, interior de São Borja registrou que foram abatidas duas vacas com prenhes, raça Red Angus, ambas com aproximadamente 450 quilos. Os abigeatários deixaram no local as vísceras, cabeças e uma parte da paleta. Segundo o proprietário, no inicio do mê em curso ocorreu o abate de outras quatro vacas da mesma raça, as quais foram abatidas nas proximidades da costa do Rio Uruguai. A autoria é desconhecida.  

Nova empresa termina e entrega casas populares em São Francisco de Assis


A Construtora Patric Duarte de Oliveira & Cia Ltda – ME concluiu e entregou 38 casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida, em São Francisco de Assis. As obras chegaram a ficar paradas por seis meses. Por falta de pagamento, a empreiteira subcontratada pela vencedora da licitação retirou os vasos sanitários e recolheu as chaves das moradias.
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A Jorge Marques, subcontratada, alegou que retirou os vasos e recolheu o que foi possível dos materiais de construção porque há meses não recebia os valores devidos. A dívida chegaria a R$ 200 mil.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigá-la. O proprietário pode ser responsabilizado por furto, pois um contrato amparava a relação entre a vencedora da licitação e a terceirizada. Como o material de construção já havia sido fornecido, a Jorge Marques não poderia "pegá-lo de volta", já que não era mais propriedade da construtora. O proprietário deve ser intimado para prestar esclarecimento.
O procurador-geral da prefeitura do município, Claro Cáceres, explica que o correto seria cobrar o débito da Coophab judicialmente.
A Cooperativa de Habitação Horizontes Novos do Brasil (Coophab), vencedora da licitação, foi substituída pela Patric Duarte em 28 de junho. Recebeu R$ 115.454,14 para concluir os 10% que faltavam. O trabalho deveria ficar pronto até 30 de outubro.
As casas estavam em construção há quase três anos e o investimento chega até R$ 1 milhão.

Em Capão do Cipó motorista com mandado de prisão é preso pela Brigada Militar



Por volta das 15h00min dessa segunda-feira (26) uma guarnição da Brigada Militar de Capão do Cipó em patrulhamento, avistou o veiculo Ford/kA, placa MAU-4143 conduzido pelo senhor Altair Oliveira, 31 anos, contra o qual  havia um mandado de prisão. Diante do fato, os policiais efetuaram a abordagem do veiculo e cientificaram o condutor sobre o teor do mandado, dando-lhe voz de prisão e o encaminhamento ao plantão da Polícia Civil para os procedimentos que o caso requer. Após, o indivíduo foi conduzido ao Presídio Estadual de Santiago.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Polícia Federal prende ex-ministro Palocci em etapa que investiga favorecimento a Lula


A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira, na 35ª fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro Antonio Palocciem São Paulo. Chefe da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil no primeiro mandato de Dilma, Palocci é suspeito de atuar diretamente como intermediário dos interesses da Odebrecht, a maior empreiteira do país e cujo diretor-presidente, Marcelo Odebrecht, está atrás das grades desde junho do ano passado. Também foram presos o ex-chefe de gabinete de Palocci Juscelino Dourado e o ex-assessor Branislav Kontic.
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Considerada uma das fases mais importantes da Lava Jato, a nova etapa das investigações sobre o petrolão apura também supostos favorecimentos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele próprio já réu em dois processos relacionados ao escândalo de corrupção na Petrobras, por meio do Setor de Operações Estruturadas, considerado um departamento da propina da Odebrecht. As suspeitas de novas benesses em favor de Lula teriam intermediação do pecuarista José Carlos Bumlai, já preso na Lava Jato. Investigadores que atuam no caso estimam que este flanco da apuração superaria o que foi descoberto de Lula sobre o tríplex no Guarujá e sobre o sítio de Atibaia. Os novos indicativos envolvem um prédio que seria destinado ao ex-presidente. A Odebrecht chegou até a comprar o terreno em benefício do petista.
Batizada de Operação Omertà, em referência ao pacto de silêncio dos mafiosos, a 35ª fase da Lava Jato nesta segunda-feira recolheu evidências de que Palocci atuou deliberadamente para garantir que o Grupo Odebrecht conseguisse contratos com o poder público. Em troca, dizem os investigadores, o ex-ministro e seu grupo eram agraciados com propina. A atuação de Palocci foi monitorada, por exemplo, na negociação de uma medida provisória que proporcionaria benefícios fiscais, no aumento da linha de crédito junto ao BNDES para a Odebrecht fechar negócios na África e em uma interferência na licitação para a compra de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal.
Em agosto, VEJA revelou que, em suas negociações para a colaboração premiada, o ex-marqueteiro petista João Santana se dispôs a dizer aos investigadores do petrolão como os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega – Mantega foi alvo da 34ª fase da Lava Jato na última semana – haviam se encarregado de negociar o caixa paralelo na campanha de Dilma em 2014. Palocci é o personagem principal de um dos capítulos da delação de João Santana. Nele, além da “conta” que o ex-ministro detinha com empresas investigadas no petrolão, Palocci seria delatado ao lado do braço-direito Juscelino Dourado, que distribuía parte do dinheiro do caixa dois.
Estão sendo cumpridas ordens judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
No ano passado, a Polícia Federal havia aberto inquérito para apurar a participação de Antonio Palocci no escândalo do petrolão. Em acordo de delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que, em 2010, o doleiro Alberto Youssef intermediou, em nome de Palocci, propina de 2 milhões de reais para a campanha de Dilma. Os valores deveriam ser retirados da propina de 2% cobrada pelo Partido Progressista (PP) em contratos com a Petrobras. “No ano de 2010, [Paulo Roberto] acredita que quando Antonio Palocci já não ocupava nenhum cargo no governo federal, recebeu uma solicitação, por meio de Alberto Youssef, para que fossem liberados 2 milhões de reais do caixa do PP, para a campanha presidencial de Dilma Rousseff”, diz trecho da delação do ex-diretor da petroleira.